quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Um dia atribulado

No dia 13 fui convidado pelos amigos Arlindo e Francisco,para os acompanhar em mais uma jornada de caça ás codornizes. O tempo estava óptimo para esta modalidade, sentia-se uma brisa fresca , vento fraco e temperatura amena o que ajuda a busca dos cães. O Sr. Arlindo estava acompanhado pela Princesa e pela Tróia, e o sr. Francisco pelo Pintas e por um cachorro de 5 meses que se encontra a dar os primeiros passos na arte cinegética, eu trouxe a Laidy e o Vicky. Começámos a bater os pastos onde sabíamos que era mais difícil encontrar aves, para castigar um pouco os cães cortando-lhes um pouco do ímpeto inicial para ficarem mais a geito. As primeiras mostraram-se um pouco esquivas, saindo bem á frente dos cães. A época já vai longa e os animais vão aprendendo. Dos primeiros 5 levantes, umas por saírem um pouco largas, outras por falta de pontaria, foram sem sucesso, o que deixava os cães já um pouco nervosos. A minha cadela vendo que ao contrário do que é habitual, não me encontrava munido de arma mas sim da máquina fotográfica ,andava um pouco amuada e seguia por vezes atrás de mim recusando-se a caçar ,talvez a pensar : “é com isso que pensas matar algo?”.  No entanto, incentivada por mim, lá se entregou à luta e de repente lá rompe a primeira que a Princesa cobrou na perfeição. A seguir um bom momento paragem da Princesa, seguido de guia e á 3ª lá tira a codorniz que é abatida ao primeiro tiro na perfeição. Depois a minha cadela decide abrir o livro e faz 2 ou 3 bons lances seguidos, que inexplicavelmente foram desaproveitados. A culpa ,ouvi dizer que era  falta do café de manhã , já lhe ouvi chamar outra coisa :). Decidimos então dar um pouco de descanso aos cães e bater uma zona mais limpa e de vegetação mais baixa, onde saem algumas.  Depois de mais alguns desacertos lá o pessoal começa a afinar a pontaria e se cobram 2 ou 3 levantadas pela minha cadela ao que a princesa respondeu com um cobro difícil, no fundo do barranco cheio de vegetação e água. De seguida, o momento do dia: uma paragem da princesa ,seguida de um patron  da Tróia, guia e cobro um momento lindo...  No fundo o que nos faz levantar da cama às 2 ou 3 da manha, percorrer 200 ou 300 km com tanta alegria e entusiasmo! Depois de mais alguns desacertos alguns escândalosos, diga-se, voltámos aos pastos altos e pouco terreno percorrido, a Laidy surpreende-nos com uma paragem linda mas de curta duração que o amigo Arlindo abateu ao primeiro tiro sem dificuldade. Mais á frente, outra paragem linda na direcção de uma oliveira, seguido do levante no outro lado da árvore, abate e cobro. Ainda não tínhamos recuperado o fôlego deste lance, eis que a Princesa entra em mostra seguindo-se o levante de um casal, das quais apenas cobrámos uma, morta pelo Francisco, depois de mais um falhanço do amigo Arlindo, é assim calha a todos, melhores dias virão  um dia é da caça outro do caçador. No final 10 codornizes, cobradas 8 pelo amigo Arlindo 2 pelo amigo Francisco, mas isso é o menos importante. Nas estrelas destacaram-se a Princesa e a Laidy com diversas paragens e cobros de belo efeito, fiquei bastante agradado com o  cão do Francisco revelando muito sangue e vontade, mas demonstrou um pouco de inexperiência no domínio das codornizes, os pequenotes já andam com desenvoltura e mostram que não receiam o terreno. A caçada foi finalizada no café do Zé Teles onde confraternizamos um pouco. Até à próxima ….       

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